VI- PENSAMENTO: A PARÁBOLA DA ROSA
Assim que ela soltou seu primeiro botão que em breve desabrocharia, o homem
notou espinhos sobre o talo e pensou consigo mesmo: "como pode uma flor
tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos?"
Entristecido com o fato, ele se recusou a regar a roseira e, antes mesmo de
estar pronta para desabrochar, a rosa morreu.
Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a
lavoura.
Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando
percebemos os desafios que se apresentam, logo desistimos, e o nosso sonho não
se realiza.
Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos
superá-los.
Se encontramos pedras no caminho, é para que aprendamos a retirá-las e, dessa
forma, nossos músculos se tornem mais fortes.
Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos naturais
da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos.
O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de
realizar nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até
justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa.
O importante é que tenhamos sempre em mente que, se desejamos colher flores,
temos que preparar o solo, selecionar cuidadosamente as sementes, plantá-las,
regá-las sistematicamente e, só depois, colher.
Se esperamos colher antes do tempo necessário, então a decepção surgirá.
Se temos um projeto de felicidade, é preciso investir nele. E considerar
também a possibilidade de mudanças na estratégia.
Se, por exemplo, desejamos um emprego estável, duradouro, e não estamos
conseguindo, talvez tenhamos que rever a nossa competência e nossa disposição
de aprender.
Não adianta jogar a culpa nos governantes nem na sociedade; é preciso, antes
de tudo, fazer uma avaliação das nossas possibilidades pessoais.
Se desejamos uma relação afetiva duradoura, estável, tranqüila, e não
conseguimos, talvez seja preciso analisar ou reavaliar nossa forma de amar.
Quando os espinhos de uma relação aparecem, é hora de pensar numa estratégia
diferente, ao invés de culpar homens e mulheres ou a agitação da vida
moderna, ou ainda simplesmente deixar a rosa do afeto morrer de sede.
Há pessoas que, como o homem que deixou a roseira morrer, deixam seus sonhos
agonizarem por falta de cuidados ou diminuem o seu tamanho. Vão se contentando
com pouco na esperança de sofrer menos.
Mas o ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo.
Se no percurso aparecer alguns espinhos, é que estamos sendo desafiados a
superar, e jamais a desistir.
Quem deseja aspirar o perfume das rosas, terá que aprender a lidar com os
espinhos.
Quem quer trilhar por estradas limpas, terá que se curvar para retirar as
pedras e outros obstáculos que surjam pela frente.
Quem pretende saborear a doçura do mel, precisa superar eventuais ferroadas das
fabricantes, as abelhas.
Por tudo isso, não deixe que nenhum obstáculo impeça a sua marcha para a
conquista de dias melhores.

