VIII- PENSAMENTO: A ESCOLHA É SUA
Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.
Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para
escolher.
E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou
outra atitude.
Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou
outra. Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar
por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de
oportunidades, no corpo físico.
Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher
entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um
bom dia.
Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos
ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.
Conta um médico que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas
variam muito, mesmo em situações parecidas.
Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar
um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder
brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido,
embora também tivesse os netos para curtir.
Quando alguém o ofende, você pode escolher entre revidar, calar-se ou oferecer
o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.
O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente,
como conseqüência. E essa reação é de nossa total responsabilidade.
E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir
seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua
ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.
Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma ação positiva,
um efeito positivo, para uma ação infeliz, o resultado correspondente.
Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega
de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que
ele sintonize na sua.
Você tem ainda outra possibilidade e escolha: ficar na sua.
Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe
pertencem.
Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de
flores, colheremos flores, se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não
há outra saída.
Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para
escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça divina.
Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus
frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente
ficam impunes. Um dia, ainda que seja numa existência futura, eles aparecerão
e reclamarão colheita.
Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas
vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e
perfume agradável. É só deixar nas mãos do Jardineiro Divino, a quem
chamamos de Criador.
O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.
As existências futuras lhe devolverão a herança que hoje lhes entrega.
É assim que vamos construindo nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo
com a nossa livre escolha, com o nosso livre-arbítrio.
Pensemos nisso!

